Minha histeria

O som da epidemia cria as dores dessa nostalgia,
a força do momento é o que traduz minha elegia...

O som da voz que não existia
soava o grito que muitas vezes, não saía...

O som das palavras formavam o choro que doía,
o instante da morte causava o desespero que eu não trazia...

O som da lágrima que agora sofria,
jorrava com o sangue da minha pouca alegria...

O som do eco termina ao longo do dia,
já vem chegando a noite com a minha letargia...
e assim, eu coloco um fim a esta poesia.

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